22 junho 2017

I can’t make you love me (more) if you don’t

Quando um amor floresce, o sentimento vem por igual. 
É o tempo que tende a desequilibrá-lo.
Nunca me tinha realmente preocupado ou apercebido disto até tu me falares nisso; que tinha acontecido contigo, que assim o foi durante muitos anos.
Reparei aos poucos, sabes. Coisas que agora dizias, quando outrora os planos eram diferentes. Outras que deixaste simplesmente de dizer. Um acomodar tão rápido, que nunca me deu tempo de tirar os óculos cor-de-rosa. 
Foi aos poucos que acordei para a realidade que, de facto, eu te amo tão mais. De forma tão mais intensa, tão mais apressada. 
Esfriei. Senti-me a afogar nos meus próprios sentimentos, com necessidade de me resguardar por saber que nunca voltarei a permitir a alguém que me magoe.
Sei que me amas. Mas saber, sentir mesmo, que te amo mais, não me deixa dar-me a ti, da forma que ainda assim, continuas a merecer. 

Eu sei que reparaste… mas nunca te poderia dizer isto. Não se mendiga amor. Muito menos se pede mais do que aquilo que já se recebe.

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