10 dezembro 2017

Embrulhos de Saudade

De tantas escolhas erradas que fiz, tu nunca serás uma delas.
Podemos nunca ter sido perfeitos (para quê?), mas valíamos tanto a pena.
Disseste-me sempre que nunca sentiste nada igual ao que sentiste por mim.
Agora pergunto-me, se te custou tanto desapegar da primeira relação, como hás-de me superar a mim? 

03 dezembro 2017

Certezas tenho duas.
Que tinhas tudo para ser importante na minha vida e decidiste ser nada. E que por nada não é possível sentir algo.

28 novembro 2017

Contra factos não há sentimentos. 
Por muito que eu sinta que o teu coração ainda me persegue e a tua mente desespera que eu venha para aqui escrever. 
Tu não te dás. 
Arriscas-te a morrer-me por 2017.

20 novembro 2017

Para secar é preciso pôr a alma ao vento

Sempre tive tantos planos em mim. 
Sabia que queria fazer e ser diferente. Sabia que queria encontrar alguém que me deixasse o mundo ao contrário, como quem baloiça de cabeça virada para o chão, com o coração a subir-nos à alma em êxtase, a química a contagiar-nos o corpo e a passar por ele inteiro. E sim, sermos inteiros também, cada qual à sua maneira, predispostos a partilhar o que nos une e diferencia, e sermos nunca descartáveis.
Sempre quis acreditar que tudo o que acontecia tinha algum significado algures escondido. Nunca tive medo de viver nem o bom nem o mau, nunca tive medo de me ajustar aquilo que a vida me propunha. E sempre fui feliz assim. 
Quando cheguei ao meu pico, com um amor sem igual com projeção para a velhice em família, a minha família, um bom emprego que para além de estabilidade me trazia alegria e satisfação em ajudar quem mais precisa, saúde sem medo da maldita genética, e planos, tantos planos, de quem está de bem e sorridente com o que a vida lhe traz, senti-me, pela primeira vez, completa. 
Eu era inteira. 
Tinha chegado onde devia, à vontade do meu destino, da forma como a vida decidiu guiar-me. 
E foi aí, que ela me atraiçoou, levando tudo, para além de todos os sentimentos mais puros que sempre almejei guardar tão em mim. 
Quando a vida nos tira tudo, não é que não nos sobre nada. 
Não SOMOS nada. 
E ser nada, nada mais é que um fardo demasiado pesado para levar às costas de uma alma quebrada que deixou de acreditar.
Ser nada era tudo o que nunca quis ser.



(...e para ajudar, uma memória dedicada a datas!
Noite estrelada. 
Frio. 
Chafariz da câmara municipal. 
Coração aos pulos.
O primeiro beijo, tão esperado. 
Faz um ano.)