20 janeiro 2018

“Não te amo. Não vou voltar.”

É isto que a memória me faz ouvir sempre que o coração se tenta aquecer ao lembrar-te as feições. É isto que me ecoa pelo corpo sempre que tudo em mim se tenta preencher de esperança.
Que afinal não, não me amas os sinais dispersos pelo corpo que em tempos tão bem guardaste na memória, a sobrancelha erguida que te roubava um sorriso ou os olhos 'marrons' brilhantes que sei, te enchiam o coração. 
"Não te amo. Não vou voltar." 
Que não vais voltar a este abraço que nunca te quis largar, dançar comigo enquanto me cantas ao ouvido a tal melodia, ou perder-te comigo, um no outro, sozinhos, no meio da multidão. 
“Não te amo. Não vou voltar." 

Anda.
Não te amo se não vieres. Não vou voltar a não me dar.


07 janeiro 2018


Uma das coisas que mudou sem ti foi sobretudo a forma como o tempo passa. Embora os meses passem a correr, o dia-a-dia estende-se a uma eternidade. 60 minutos que outrora nunca foram suficientes para nos amarmos são agora uma agonia de memórias mal lembradas que passam apenas em slowmotion.


Uma das coisas que nunca mudou foi o que disse. És tu. Continuas a ser tão tu. Mas desengane-se quem acha que te quero para mim. Quero-te para quem quiseres. Quero-te principalmente feliz. Não sou de rezar, mas dou por mim a pedir a Deus todas as noites para que sejas e te façam feliz. Se o fores, sê-lo-ei também por ti. Se ela o fizer, agradecer-lhe-ei todos os dias.

17 dezembro 2017

La vie n'est pas toujours rose. Por fim...Au revoir!

Enquanto o tempo leva o seu tempo a passar-nos por entre os dedos e leva com ele a idade, há partes de nós que morrem e ficam pelo caminho. 
Amadurecemos principalmente e guardamos no cantinho mais escuro da mente os sonhos, desejos e planos de uma vida que já não nos faz sentir nem sentido. A vida tem destas coisas e cabe-nos a nós moldarmo-nos às suas feições e arranjar o nosso espaço, por mais pequeno que seja, de forma a sermos a maior parte das vezes felizes por lá.
Falo por mim, o único direito que tenho, e vejo-me apenas a ser feliz comigo. Decidi que 2 é um número claustrofóbico para o meu espaço, o que faz com que "o Tal" não me caiba nem no peito e muito menos na vida. Da mesma forma que se encarregou de sacrificar o desejo de um dia ter a minha família. Já não pretendo ter os meus filhos mas, prometo cuidar dos sobrinhos emprestados como se me tivessem crescido no umbigo - com amor, abraços e laços inquebráveis. 
Apenas me quero a mim, escolho-me a mim e tornei-me ciumenta ao ponto de não me querer partilhar com mais ninguém. 
Riem-se, torcem de mim ou até sente pena apenas quem tão bem conhece. Sorrio perante a ingenuidade de quem nunca teve que se encolher perante a vida para não sufocar.
Tristes os que não querem ser felizes consigo mesmo. Audazes os que, para além disso, o querem ser também com outro alguém. Admiro-os! Mas não os invejo. Sei que sou corajosa o suficiente por saber admitir que há testos que se quebram antes de pousarem nas suas panelas, e para os quais nunca haverá substitutos que encaixem. 
Mas não é por isso que a vida deixa de cozinhar. 

Adeus 2017, ficas-me por ai, em coração dilacerado e lascas de um amor demasiado grande para a vida que levo em mim.
Vem logo 2018, tenho a agulha e a linha, os pensos e mesmo a cola preparados. 


Ps: Perdoa-me a impaciência de quem sempre amou em demasia, de quem não te deu tempo de manobra de vida nem entendeu na altura como aceitar a tua forma de amar - genuína, calma, intensa - e não ter percebido que não eram os gestos nem os atos que o mediam, mas sim o teu olhar meigo, sempre que pousava em mim. 
Meu deus, como esses olhos eram apaixonados por mim. 




(Uma vénia ao último primeiro Amo-te que ouvi, faz este natal um ano.
O único que realmente importou.
Confesso, hoje não te amo...não tenho como.
Mas talvez - e só talvez - serei sempre uma apaixonada por ti e pelo que és.
Chegou a minha hora de ir.
Que os céus te cuidem!
Que sejas Feliz.)

10 dezembro 2017

Embrulhos de Saudade

De tantas escolhas erradas que fiz, tu nunca serás uma delas.
Podemos nunca ter sido perfeitos (para quê?), mas valíamos tanto a pena.
Disseste-me sempre que nunca sentiste nada igual ao que sentiste por mim.
Agora pergunto-me, se te custou tanto desapegar da primeira relação, como hás-de me superar a mim? 

03 dezembro 2017

Certezas tenho duas.
Que tinhas tudo para ser importante na minha vida e decidiste ser nada. E que por nada não é possível sentir algo.

28 novembro 2017

Contra factos não há sentimentos. 
Por muito que eu sinta que o teu coração ainda me persegue e a tua mente desespera que eu venha para aqui escrever. 
Tu não te dás. 
Arriscas-te a morrer-me por 2017.