21 dezembro 2011

"Tanto tempo..."

sensivelmente um ano e meio pediste-me para te avisar quando estivesse sozinha.
Era tudo tão mais fácil quando essa solidão retratava um percorrer o caminho para casa à noite, sem ninguém ao meu lado. Era tudo tão mais simples quando essa solidão não reflectia o meu coração, sem razão aparente.

14 dezembro 2011

Chegou a hora de pôr as garras de fora e lutar pelo lugar que deveria ser meu. Cansei estar na penumbra do racional; afinal, são os loucos os de coração cheio...

24 novembro 2011

16 novembro 2011

Morro de medo de reencontrar o sentimento suspenso no tempo pela tua ausência. Morro de medo de saber em parte que, provavelmente, morrerei sozinha.

03 outubro 2011

It's rainy in here...

Depois de uma noite repleta de emoções e lágrimas, pergunto-me: cabeça ou coração? Lamento não me ter apercebido que ainda chove cá dentro, acreditando que as nuvens já tinham seguido caminho abrindo espaço para os primeiros raios de sol quente.

É como saber em parte que irei suicidar o meu coração se lhe der uma oportunidade.

E como desejar que alguém me salve rápido.

06 agosto 2011

É em momentos como este, destorçada pelo egoismo e pela facilidade das pessoas em magoar o outro, que te dou ainda mais valor por tudo aquilo que és e SEMPRE foste.
Independentemente do que fores encontrando no teu caminho - por favor, não mudes nunca.

03 julho 2011

Há momentos em que não me sinto capaz, sabes.
Quem sabe, provavelmente ando este tempo todo a tentar arranjar desculpas para adiar o inevitável.
Não é fácil dizer-te "Adeus", quando (não o quero e) foste o único que me fez bem.
But maybe it's time to let you go...

14 março 2011

Trilhos e Caminhos


As pessoas são caminhantes da vida, cada qual com as suas próprias motivações para percorrê-la. Há quem o faça por curiosidade, por gosto ou porque tem que ser. Há quem, simplesmente, se sente à face da estrada à espera de boleia. Há quem leve um mapa bem definido e uma bússola para não se perder, há quem vá para onde o vento o levar, e há quem siga, por comodismo, o caminho de outro.


Não me sei enquadrar em qualquer tipo de caminhante, talvez nem o tenha que fazer. A única coisa que eu sei é que, por algum motivo, o meu trilho me leva uma e outra vez ao teu encontro. Sempre por acaso, sempre sem estar à espera e sempre por muito pouco tempo.

Sempre com um friozinho na barriga como resultado.

Uma coisa qualquer que me obriga a ver-te de vez em quando e me faz pensar mais que o normal, embora não nos permita andar juntos, lado-a-lado. 
Agora sei que não estava preparada para te receber e partilhar contigo parte do meu caminho, qualquer flor ou riacho que nele se encontra e que tanto tempo e esforço precisaram para nascerem de novo. Mas ainda hoje, estando tu longe, sinto que não foi, de todo, a última vez que nos cruzamos. Sei que farás o teu caminho, da mesma maneira que farei o meu. Porque afinal nada me liga a ti a não ser o sentimento que despertaste em mim e deixaste para trás com a tua ausência. 
Nesse dia, decidi parar de caminhar e encostar-me a uma árvore, tomar um tempo para cuidar da alma e simplesmente olhar a paisagem para ver o que me rodeia. Sinceramente, nada encontrei de gratificante. O vazio que deixaste para trás, já nem o sol, as estrelas, a brisa, nem nada nem ninguém que passa, é capaz de preencher. Dou por mim a pensar em ficar ali, quieta e sentada à espera que, um dia, o teu caminho se cruze com o meu ponto de repouso, acreditando que poderás ser muito mais para mim do que o foste um dia na realidade. Sorrio perante tal pensamento ingénuo.

Mas sabes que mais? É o único que me reconforta, ali encostada a árvore dura. Enquanto assim for, deixo-me estar. Quem sabe, quando menos esperar, ponho-me a pé e abraço a longa caminhada que tenho pela frente de boa vontade.

07 fevereiro 2011

Em jeito de Adeus.

Se a minha vida fosse um filme, estaria a correr daqui a umas horas para o aeroporto, para te dar o maior abraço; provavelmente não para te impedir, mas sim desejar-te a maior sorte do mundo e para me prometeres que nada mais farás do que seguir o teu caminho em busca da felicidade.

Mas como pertenço à realidade, limito-me a escrever isto, sozinha no escuro, sem planos para o
amanhã; neste momento não encontro sequer jeito de me despedir e não tenho coragem nem para te olhar, nem para te falar uma última vez.
Para mim, um Adeus a ti nunca fará sentido.



Remember me.

14 janeiro 2011

– Epílogo –

Acordas-me de noite; uma e outra vez e fazes me dedicar a ti o meu primeiro e último pensamento, antes de os meus olhos se voltarem a zelar.

Acordas-me de forma irrequieta, saltitando de sonho em sonho, aparecendo em lugares meus nos quais eu nunca estive contigo. Tenho o meu inconsciente a pregar-me partidas, quase como a querer a tua presença bem mais do que o meu racional; esse, que te volta a afastar sempre e mais uma vez.

Confesso que sorrio a dormir; que, sem o meu racional por perto, me reconforto no calor do meu coração e, não só sinto as borboletas como as vejo em redor.

É lá que noite após noite, desprendida de pudores, te digo o quão importante és para mim; que te confesso o quão encantada fiquei quando os meus olhos te captaram pela primeira vez. Como admiro o destino, por nos juntar sempre de forma inesperada e nos faz parar no tempo.

Conto-te como adoro quando me fazes festas no cabelo, na nuca, nas mãos, e quando me fazes esperar pelo teu abraço quente só porque não gostas de fumar com a mão esquerda… Assim como adoro observar-te quando não estas a olhar.

Sussurro-te que nunca me esqueci…e que há já tanto tempo te deixei a chave debaixo do tapete para entrares. Que é lá que deves permanecer alojado. Que é ao meu lado que te quero, que é comigo que deves ficar.

E é quando os teus olhos perplexos se cruzam com os meus… que acordo.

Abro os olhos, penso em ti e volto a adormecer durante a ‘tua’ luta com o meu racional.



...não quero que partas sem pelo menos me poder despedir de ti.

Tictac.