14 dezembro 2011

Chegou a hora de pôr as garras de fora e lutar pelo lugar que deveria ser meu. Cansei estar na penumbra do racional; afinal, são os loucos os de coração cheio...

24 novembro 2011

16 novembro 2011

Morro de medo de reencontrar o sentimento suspenso no tempo pela tua ausência. Morro de medo de saber em parte que, provavelmente, morrerei sozinha.

14 março 2011

Agora sei que não estava preparada para te receber e partilhar contigo parte do meu caminho, qualquer flor ou riacho que nele se encontra e que tanto tempo e esforço precisaram para nascerem de novo. Mas ainda hoje, estando tu longe, sinto que não foi, de todo, a última vez que nos cruzamos. Sei que farás o teu caminho, da mesma maneira que farei o meu. Porque afinal nada me liga a ti a não ser o sentimento que despertaste em mim e deixaste para trás com a tua ausência. 

14 janeiro 2011

– Epílogo –

Acordas-me de noite; uma e outra vez e fazes me dedicar a ti o meu primeiro e último pensamento, antes de os meus olhos se voltarem a zelar.

Acordas-me de forma irrequieta, saltitando de sonho em sonho, aparecendo em lugares meus nos quais eu nunca estive contigo. Tenho o meu inconsciente a pregar-me partidas, quase como a querer a tua presença bem mais do que o meu racional; esse, que te volta a afastar sempre e mais uma vez.

Confesso que sorrio a dormir; que, sem o meu racional por perto, me reconforto no calor do meu coração e, não só sinto as borboletas como as vejo em redor.

É lá que noite após noite, desprendida de pudores, te digo o quão importante és para mim; que te confesso o quão encantada fiquei quando os meus olhos te captaram pela primeira vez. Como admiro o destino, por nos juntar sempre de forma inesperada e nos faz parar no tempo.

Conto-te como adoro quando me fazes festas no cabelo, na nuca, nas mãos, e quando me fazes esperar pelo teu abraço quente só porque não gostas de fumar com a mão esquerda… Assim como adoro observar-te quando não estas a olhar.

Sussurro-te que nunca me esqueci…e que há já tanto tempo te deixei a chave debaixo do tapete para entrares. Que é lá que deves permanecer alojado. Que é ao meu lado que te quero, que é comigo que deves ficar.

E é quando os teus olhos perplexos se cruzam com os meus… que acordo.

Abro os olhos, penso em ti e volto a adormecer durante a ‘tua’ luta com o meu racional.



...não quero que partas sem pelo menos me poder despedir de ti.

Tictac.