14 março 2011

Trilhos e Caminhos


As pessoas são caminhantes da vida, cada qual com as suas próprias motivações para percorrê-la. Há quem o faça por curiosidade, por gosto ou porque tem que ser. Há quem, simplesmente, se sente à face da estrada à espera de boleia. Há quem leve um mapa bem definido e uma bússola para não se perder, há quem vá para onde o vento o levar, e há quem siga, por comodismo, o caminho de outro.


Não me sei enquadrar em qualquer tipo de caminhante, talvez nem o tenha que fazer. A única coisa que eu sei é que, por algum motivo, o meu trilho me leva uma e outra vez ao teu encontro. Sempre por acaso, sempre sem estar à espera e sempre por muito pouco tempo.

Sempre com um friozinho na barriga como resultado.

Uma coisa qualquer que me obriga a ver-te de vez em quando e me faz pensar mais que o normal, embora não nos permita andar juntos, lado-a-lado. 
Agora sei que não estava preparada para te receber e partilhar contigo parte do meu caminho, qualquer flor ou riacho que nele se encontra e que tanto tempo e esforço precisaram para nascerem de novo. Mas ainda hoje, estando tu longe, sinto que não foi, de todo, a última vez que nos cruzamos. Sei que farás o teu caminho, da mesma maneira que farei o meu. Porque afinal nada me liga a ti a não ser o sentimento que despertaste em mim e deixaste para trás com a tua ausência. 
Nesse dia, decidi parar de caminhar e encostar-me a uma árvore, tomar um tempo para cuidar da alma e simplesmente olhar a paisagem para ver o que me rodeia. Sinceramente, nada encontrei de gratificante. O vazio que deixaste para trás, já nem o sol, as estrelas, a brisa, nem nada nem ninguém que passa, é capaz de preencher. Dou por mim a pensar em ficar ali, quieta e sentada à espera que, um dia, o teu caminho se cruze com o meu ponto de repouso, acreditando que poderás ser muito mais para mim do que o foste um dia na realidade. Sorrio perante tal pensamento ingénuo.

Mas sabes que mais? É o único que me reconforta, ali encostada a árvore dura. Enquanto assim for, deixo-me estar. Quem sabe, quando menos esperar, ponho-me a pé e abraço a longa caminhada que tenho pela frente de boa vontade.

3 comentários:

Ricardo Araujo disse...

Adorei o 1º parágrafo,descreve muito bem os caminhos que cada um de nós percorre na vida e como o fazemos

Taipinhas disse...

Adoro... Acredita, nos teus sonhos... pois eles irão trazer-te aquilo que queres, o que te faz falta e aquilo que te vai fazer mais feliz... Vive a vida... não a deixes fugir*

beijo linda

Taipinhas disse...

Adoro... Acredita, nos teus sonhos... pois eles irão trazer-te aquilo que queres, o que te faz falta e aquilo que te vai fazer mais feliz... Vive a vida... não a deixes fugir*

beijo linda