24 junho 2013

Foi assim...

...em noite de São João, que aprendi a arriscar.
Contigo, mesmo ao lado, a segurar-me a mão, com tantos motivos para ser feliz quantos dedos entrelaçados.


21 junho 2013

Literalmente!


Foi em noite de lua quente
E céu polvilhado,
Que por ser o teu Presente,
Deixei para trás o meu passado.

17 junho 2013

Porto, belo Porto!

Foi em cada olhar, um abraço. Em cada passo de dança, um rodopio. Em cada palavra, uma lição. Em cada sinal, um incentivo. Em cada sorriso, um pular de batida. 
Foi assim que se voltou a fazer ouvir cá dentro.


16 junho 2013


Amores fazem-se em histórias.
Tal como um livro, levam capa e contracapa. Um tu e um eu por entre quais se deixa um aglomerado de letras para mais tarde se tornar lembrança.
Há corações que se deixam ficar por um só livro até a vista se cansar. Há outros que precisam de ler várias histórias e mesmo pequenos contos até encontrarem as linhas certas, que os fazem não querer ler nada mais.
E é assim que, como um manso pousar de pena, deito a última página deste livro. Soube-me a um despertar de sol leve.


Afinal, tenho ali um novo, bem brilhante, para desfolhar.

"Au Revoir"

14 junho 2013

Parabéns, P.




Que a vida te sorria sempre!
Que saibas que és um sortudo por teres encontrado o amor e um corajoso por teres decidido ficar e lutar por ele. 
Que a felicidade te embale o teu coração merecedor.

Pede um desejo!

11 junho 2013

Em peito e boca


Repara a boca de quem cala
Num triste manto de quem sente
Vê um coração que fala
Uma razão que não consente.

Ouve a pele não mais tocada
Sinos meigos a vaguear
Sabe a alma bem lembrada
Qu’ a voz não sabe perdurar.

Vem daí, olho que cheira
Sente o odor a cobardia
Que deita amor à sua fogueira
E dá à luz mágoa tardia.

O abraço que não mais tem
É dado à noite e ao luar
Nunca à mera palavra de quem
Não quer fazer por actuar.

Esconde bem, coração desfeito
A esperança que volta e cria
De um dia voltar em peito
A bater a mesma melodia.

05 junho 2013

Soubesse eu Ser

Soubesse eu pôr o coração em palavras. Soubesse eu sentir por letras, esvaziando o meu íntimo para um pedaço de papel, transferindo cada dor e cada lágrima por lápis, apagando-as com um simples passar de borracha.
Fosse a vida uma tela, bania todos os tons cinza e todas as suas misturas, do meu quadro mal pintado. Sobrepunha cor a cada traço mal colocado e recortava arestas mal limadas.
Sentisse eu por melodia, afinaria cada corda e tecla, extravasando-a de ritmo e calor, pondo um fim às notas melancólicas e sombrias.
Mostrasse o tempo a minha alma, construía pontes sobre as enchentes, e largos guarda-chuvas para proteger o que tenta sobreviver aqui dentro.
Sendo apenas humana, faço por aceitar os abismos que a vida me põe à frente para superar. Crio rios de esperança nos quais me possa boiar, e leitos de força aos quais me possa agarrar.
Sendo eu apenas humana, aceito que também apenas o sejas; que em parte te tenha posto uma carga demasiado grande de expectativas mal colocadas aos ombros, impossibilitando-te o teu direito de seres imperfeito por vezes, na escalada da tua montanha.

Sendo humanos, espero que um dia compreendas o quão perfeito é a junção de um papel e de um lápis. Que embora sejam tão diferentes na sua estrutura, são esculpidos do mesmo e criam histórias. Que aceites que é necessária água para a tinta fluir em tela, criando mundos. Que aprendas que é preciso tempo e dedicação para tocar a mais bela melodia em qualquer instrumento, criando momentos. Que te rendas ao facto de o tempo não ser controlado por nós e de termos que saber ajustar as nossas vidas a cada estação do ano, seja primavera, seja outono. 
Que finalmente repares que por cada folha caída, uma flor leva o seu tempo a nascer.