29 julho 2013

São os teus olhos

São os teus olhos, querido.
Um castanho profundo, no qual a maioria das pessoas se perde...
Eu não me perco! Encontro-me por lá, mais eu, mais tu, mais nós. Um coração cheio, finalmente ciente do que segura entre mãos - pele áspera de mãos tão trabalhadoras, o meu orgulho entrelaçado nas minhas, pronta a guiar-te mundo fora, felicidade dentro se mo permitires.
E não mudava nada, nem um fio de cabelo nem uma falta dele, nem um sorriso nem lágrima – foram eles que me trouxeram ao de cima do remoinho e te fizeram ver a que lugar pertences.

São os teus olhos, querido, tão teus a pousar nos meus, lá que nos encontramos, dia após dia, na calmaria do nosso mar. Tudo ao seu tempo, bem certo, bem devagar.

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